Os
mais belos enlatados.
A música pop.
Nunca foi tão bela e
vibrante quanto na sua juventude.
A era da contracultura.
Mudanças de pensamento, tempos de guerra, anos 60. A juventude criando o novo,
o alternativo, o conceito de música que abordaria cada domínio musical, do
folclórico ao clássico. Em cada canto do mundo, uma vertente, uma alternância.
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| Uschi Nerke, apresentadora. |
E como boa peça da
história contemporânea, tal convenção cultural que abrange a juventude mundial
não poderia deixar de ter seu ápice no cenário Europa/EUA, o que não nos
impediu de conquistar o mundo em vários momentos da história cultural pop.
O fato é: Tudo era
novo, ritualisticamente era concebido, cultuado, valorizado e transformado em
cultura de massa.
Agora, imaginem estar
em 1967 e ver o rock psicodélico virar cultura de massa.
Aqui no Brasil iríamos
a loucura com Mutantes, Ave Sangria, Secos e Molhados que barbarizavam – o
tanto quanto podiam – no mainstream da época.
Pink Floyd, Frank Zappa, Beatles, Small Faces, Byrds. A vanguarda
lisérgica, criando mitos que seriam absorvidos como produto da indústria
fonográfica. Grande parte desses shows aconteciam ali, nos bares, nas casas da
juventude contra cultural, dos hippies, dos pacifistas, dos mods, que viam seus
ídolos (com pouquíssimas exceções) metamorfosearem através do fenômeno ácido do
LSD. As músicas, talvez o “enlatado” da época, tocavam a torto e a direito nas
rádios, enquanto que na TV, o fenômeno pop que nascera poucos anos antes,
amadurecia de uma forma que nunca mais ousara se repetir.
Bom, contextualizado no
tempo e espaço, vamos ao coração desta publicação:
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| "Beat-Club" |
Um marco televisivo da
época foi o programa Beat Club, muitos devem conhecer seu logotipo, transmitido
de setembro de 65 até dezembro de 72, no canal aberto alemão ARD e atualmente
reprisa no VH1 Classic.
Beat Club foi o
primeiro programa alemão a deixar de se basear na música popular local,
trazendo aos jovens alemães a explosão cultural mundial. A princípio, o
programa era preto e branco e nem sempre as apresentações eram ao vivo, o show
era todo estereotipado nos mais adoráveis pares da juventude dos anos sessenta.
Como primeira publicação, escolho a música que inspira o nome do blog.
Senhoras e senhores, Small Faces:
E é mais ou menos isso, minha pretensão é cutucar essa dita contra cultura, que tanto foge
da mídia sem deixar de ter sido, em algum momento, mainstream. Mas que, sem
dúvida, nos presenteou com uma carga cultural que odiaríamos viver sem.