sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Byrds, Pop e Monkees

Younger Than Yesterday, quinto álbum da banda The Byrds, que escrevera seu nome no rock psicodélico com o álbum anterior, Fifth Dimension e que buscava uma evolução psicodélica que teria seu ápice dois álbuns depois, em The Notorious Byrd Brothers.
O álbum já contava com uma forte (e talvez incomoda para algumas pessoas na época) dose de experimentalismo, é só ouvir C.T.A. - 102.

Monkees
A primeirona do álbum se faz numa sátira recheada de críticas sobre o estado da música pop na época, detalhe que a música fora lançada meses antes da explosão de albuns de 1967 (pra quem não está ligado, nesse ano, foram lançados, entre outros, sgt peppers, o primeirão do Doors, o primeirão do Pink Floyd, o primeirão do Hendrix.

Mas tais críticas tinham uma inspiração específica, a banda-enlatada The Monkees, lançada através de um seriado e que visava se tornar o Beatles americano.


Para quem quiser, aqui tem a tradução da letra.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Beat Club e Green Circles

Os mais belos enlatados.

 A música pop.
 Nunca foi tão bela e vibrante quanto na sua juventude.
 A era da contracultura. Mudanças de pensamento, tempos de guerra, anos 60. A juventude criando o novo, o alternativo, o conceito de música que abordaria cada domínio musical, do folclórico ao clássico. Em cada canto do mundo, uma vertente, uma alternância.
Uschi Nerke, apresentadora.
 E como boa peça da história contemporânea, tal convenção cultural que abrange a juventude mundial não poderia deixar de ter seu ápice no cenário Europa/EUA, o que não nos impediu de conquistar o mundo em vários momentos da história cultural pop.
 O fato é: Tudo era novo, ritualisticamente era concebido, cultuado, valorizado e transformado em cultura de massa.
 Agora, imaginem estar em 1967 e ver o rock psicodélico virar cultura de massa.
 Aqui no Brasil iríamos a loucura com Mutantes, Ave Sangria, Secos e Molhados que barbarizavam – o tanto quanto podiam – no mainstream da época.
 Pink Floyd, Frank Zappa, Beatles, Small Faces, Byrds. A vanguarda lisérgica, criando mitos que seriam absorvidos como produto da indústria fonográfica. Grande parte desses shows aconteciam ali, nos bares, nas casas da juventude contra cultural, dos hippies, dos pacifistas, dos mods, que viam seus ídolos (com pouquíssimas exceções) metamorfosearem através do fenômeno ácido do LSD. As músicas, talvez o “enlatado” da época, tocavam a torto e a direito nas rádios, enquanto que na TV, o fenômeno pop que nascera poucos anos antes, amadurecia de uma forma que nunca mais ousara se repetir.
            
 Bom, contextualizado no tempo e espaço, vamos ao coração desta publicação:

"Beat-Club"
 Um marco televisivo da época foi o programa Beat Club, muitos devem conhecer seu logotipo, transmitido de setembro de 65 até dezembro de 72, no canal aberto alemão ARD e atualmente reprisa no VH1 Classic.



  

 Beat Club foi o primeiro programa alemão a deixar de se basear na música popular local, trazendo aos jovens alemães a explosão cultural mundial. A princípio, o programa era preto e branco e nem sempre as apresentações eram ao vivo, o show era todo estereotipado nos mais adoráveis pares da juventude dos anos sessenta.

          Como primeira publicação, escolho a música que inspira o nome do blog.
Senhoras e senhores, Small Faces:



            E é mais ou menos isso, minha pretensão é cutucar essa dita contra cultura, que tanto foge da mídia sem deixar de ter sido, em algum momento, mainstream. Mas que, sem dúvida, nos presenteou com uma carga cultural que odiaríamos viver sem.